O blog 2112 foi formado com intenção de divulgar as bandas clássicas de rock, prog, hard, jazz, punk, pop, heavy, reggae, eletrônico, country, folk, funk, blues, alternativo, ou seja o rock verdadeiro que embalou e ainda embala toda uma geração de aficcionados. Vários sons... uma só tribo!



sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Entrevista Kamboja


É a segunda vez que tenho o prazer de entrevistar essa bandaça que está entre as que eu mais curto no último volume “até o freio estourar”!! Mas pouco tempo depois do lançamento deste trabalho alguns integrantes deixaram a banda que quase acabou. Recentemente o Kamboja retornou as atividades com novos músicos e novos projetos para alívio nosso...      

2112. O Kamboja está partindo para uma nova etapa na carreira com a saída do Paulão. O que os fãs da banda podem esperar daqui para frente ou tudo ficará do mesmo jeito até o freio estourar!

Fábio. O som da banda não muda, sempre estive envolvido em todas as composições e todas as letras são minhas e o som tem a cara que você já conhece e continuará o mesmo.

2112. O que levou Paulão a deixar a banda e quem irá substituí-lo nas baquetas?

Fábio. Divergências de idéias como já aconteceu, nada demais, a sintonia da “minha” parte não foi a mesma nessa formação, e ai se junta o país atual, casas fechando, e se as peças não se Moldam a engrenagem Espana rs

2112. Houve mais alterações na formação da banda?

Fábio. Sim, após a gravação do ATÉ O FREIO ESTOURAR, Edu (guit) e Capitão (Bx) deixaram a banda e entraram Marcelo Araújo (guit) e Mauro Catani (bx), a saída do Paulão se deu junto da do Marcelo por isso Edu e Capitão estão de volta ao KAMBOJA, mas ainda não decidimos pelo novo baterista, VAGA em aberto.

2112. Você andou fazendo alguns shows acústicos em dupla com Rafael Marlon. Esses shows foi só para dar uma relaxada antes de retornar ao comando do Kamboja?

Fábio. Faço cover pra me divertir, tenho o SKID ROW Cover desde 2000 e o acústicos Classic ROCK a mais tempo ainda, sempre fazendo na noite de Sampa em vários Pubs, mas fazer Autoral é o que dá realmente prazer em ser Músico, mesmo com tão pouco retorno.

2112. O último trabalho de vocês “Até o freio estourar” teve um ótima aceitação e foi um dos grandes álbuns lançados em 2016. Já existe projeto para a banda entrar em estúdio para a gravação de um novo trabalho?   

Fábio. Com a nova formação compomos 2 novos sons que seriam um novo EP e ai deu a saída do Paulão, temos um novo single na WEB “ Jogador” onde a letra fala sobre essas jogadas da vida  e deve vir outro que já está gravado, mas um novo Trabalho completo só depois q fecharmos com o novo Baterista, mas eu e o Edu já temos alguns sons gravados em ensaio e prontos pra registro no Estúdio.

2112. Vocês já estão compondo material novo?

Fábio. Sim, como comentei temos sim, até o momento já temos 3 novos sons engatilhados e já já tem clipe e single novo na Web.

2112. O Kamboja é uma das melhores bandas da nova geração e com certeza lutaram muito para chegar onde chegaram. Tá difícil manter uma banda na ativa?

Fábio. Sim, a gente conhece o cenário e sempre correu pacas, mas sabemos que o momento do Brasil ferra qualquer artista, mas a ligação é pela música e a gente acredita no trampo e ver que tem uma galera entendendo, curtindo, participando é DUCARALHOOO...  

2112. O fechamento de muitos bares e o cancelamento de eventos tem dificultado bastante a vida de todos vocês, não?

Fábio. Muito, é um dos motivos que dá a quebra das bandas ROCK no Brasil, tudo é caro, difícil e o retorno quase sempre Pífio, inclusive público nos Bares e Shows, aí você muda de prioridades. Não condeno ninguém... todos pagamos contas.

2112. Confesso que eu gostaria de ver bandas como vocês, Stranhos Azuis, Kurandeiros, Amargo Malte, Centro da Terra, Água Brava, StringBreaker... ganhando mais espaço na mídia. Mas parece que só Sepultura, Angra, Krinsiun e uns poucos mais fazem rock neste país. Acho isso foda, cara!

Fábio. Muitos não se ligam, mas quando a MTV foi pro saco a divulgação ROCK foi também, as bandas mais novas ou que vieram depois tem muito mais dificuldade de mostrar o trabalho, mas a gente sempre meteu as caras e tem conseguido coisas legais, mesmo em meio a esse FURACÃO de tretas e falta de apoio da grande mídia.

2112. Vejo uma quantidade de músicos e bandas que deram suas vidas pela música e hoje são completamente ignorados pela grande mídia. Isso é revoltante, não?

Fábio. Sim, vivemos num Brasil onde letra cabeça que é comum no ROCK não faz a cabeça de gente sem cabeça rsrsrs. A bundalização cresce de acordo com a ignorância e os ritmos simples de batida sequenciada e letra besta fazem a festa. A mídia quer grana e retorno, então é básico isso acontecer. Sempre teremos Anittas e suas Bundas de fora com letras idiotas e pobres, mas com muito rebolado!!!

2112. Mas a Internet tem ajudado bastante...

Fábio. A Internet deu tudo o que o KAMBOJA conquistou, simples assim!!!

2112. O que tem escutado de interessante entre as novas bandas autorais brasileiras e que você indicaria para quem está lendo esta entrevista.

Fábio.  Curto TROOZ, MATILHA, SIOUX66 e como tenho programas de Rádio e WebTV, sempre tem banda nova aparecendo, infelizmente muitas ficam escondidas por falta mesmo de espaço ou uma grana e tempo pra se investir em imagem.

2112. Você é produtor, apresentador de TV e Web TV, publicitário, locutor/radialista e ainda canta numa banda de rock’n’roll. Como você consegue administrar tudo isso e ainda dar um rolê na night?

Fábio. Tudo foi meio que se misturando e sempre tentei manter um foco no ROCK pra ajudar o cenário que tanto Amamos e ainda tamo sobrevivendo, mas sim, eu acabo saindo pouco, mas como toco toda semana, a gente sempre tá ai em algum Pub e o ROCK não sai da gente né...

2112. O seu programa “Sexo e Rock’n’roll” deve ter muitas histórias interessantes... Você já pensou em escrever um livro contando algumas dessas histórias?

Fábio. Sim, falam direto, fui um dos donos por um período do Black Jack Rock Bar e la que comecei a tocar na Noite, trampar com TV e as putarias eram absurdas, quem sabe juntar tudo num livro...mas sem nomes rsrsrs

2112.  Vocês deram um grande salto entre um trabalho e o outro. O que aconteceu entre o lançamento de Viúva Negra e a gestação do Até o freio estourar?

Fábio. Viúva Negra compus as músicas em parceria com o Frank (Ex baixista) o Edu entrou no fim das gravações e fez os solos, no ATÉ O FREIO... as composições já são todas minhas e do Edu Moita que tem um estilo mais Blues/Rock, toca SLIDE, e compõe perfeitamente pra minha Voz a conexão foi FODA. Iriamos gravar o ATE O FREIO de modo independente como o VIUVA e ai veio o convite do Calanca pra lançar pela Baratos Afins, a gente entrou no estúdio com SANGUENOZOIO rsrsrs

2112. Quais são os projetos para este ano?

Fábio. Acertar o baterista, compor, gravar, remarcar shows que ficaram no ar, mas a gente sabe que chegamos num ponto que pouco acontece com as bandas, muitos clipes, apresentação em TV aberta, rádios, Gravadora “Baratos Afins” que nos convidou e lançou nosso Cd e mesmo assim, nada ficou fácil...agora tamo sem pressa.

2112. Você tem estimativa de quando será lançado O Jogador?

Fábio. Jogador é um EP de duas músicas... uma “Jogador” já está disponível em vídeo na página da banda e logo soltaremos as duas juntas on line em link no YouTube e Spotify.

2112. O que tem a dizer para os kambojanos? O microfone é seu...

Fábio. Tamo na estrada, não é fácil, mas a música é o que conta, temos ai nossos trabalhos disponíveis na Web pra quem quiser curtir e queremos mais...sempre!! VALEW...

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