O blog 2112 foi formado com intenção de divulgar as bandas clássicas de rock, prog, hard, jazz, punk, pop, heavy, reggae, eletrônico, country, folk, funk, blues, alternativo, ou seja o rock verdadeiro que embalou e ainda embala toda uma geração de aficcionados. Vários sons... uma só tribo!



quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Entrevista Taty “Amargo Malte” Pacheco


Sou suspeito para falar da Amargo Malte... é uma grande banda de rock’n’roll e a decisão de incluir Taty Pacheco nos vocais reforça o time e viabiliza infinitas possibilidades musicais sem perder a sua pegada original. Seja bem vinda, Taty!!     

2112. Taty, seja bem vinda a nossa esquizonave 2112! Bem, vamos começar com aquela pergunta manjada que não pode faltar senão os fãs reclamam: Quando você começou a cantar?

Taty Pacheco. Bom comecei a cantar a 4 anos atrás.

2112. Qual cantor ou cantora mais te influenciou no desejo de cantar?

Taty Pacheco. Ahh com meu ídolo David Coverdale.

2112. Você teve aulas canto ou é autodidata?

Taty Pacheco. Na verdade sou autoditada ... mas a um mês iniciei minhas aulas com a professora de canto popular Cristina Campos.

2112. Eu por exemplo sou autodidata e canto em árabe até hoje no banheiro...

Taty Pacheco. Ahhh Mas eu também comecei assim até chines saía kkkkkkkk.

2112. Você ouve todo tipo de música?

Taty Pacheco. Escuto todo tipo de voz que me emociona mas dentro do meu estilo.


2112. Geralmente os pais sempre desejam o contrário do que sonhamos para nós mesmos. Foi assim também com você?

Taty Pacheco. Eles sempre me desejaram o melhor... mas nenhuma profissão especifíca.

2112. Eles te apoiaram na sua decisão de ser cantora?

Taty Pacheco. No começo acharam estranho mais depois que me viram cantar me apoiam muito.

2112. Seu início de carreira foi numa banda cover como a maioria dos cantores/músicos de rock’n’roll. Como surgiu a Classic Rock Custom?

Taty Pacheco. Sim iniciei com banda cover... O Classic Rock Custon é um trabalho acústico que surgiu a 3 anos atrás onde foi o início de tudo.

2112. Vocês faziam muito o circuito de bares?

Taty Pacheco. Fazíamos os bares pela região da zona sul e centro .... de quinta à domingo.

2112. Já houve ocasião de pedirem músicas que vocês não haviam ensaiado? O que fazer nessas horas? Vocês prometem cantar da próxima vez ou vai no improviso mesmo?

Taty Pacheco. Sim em várias ocasiões, em algumas situações calhava de estar no repertório, mas por diversas vezes prometíamos a cantar no próximo show.

2112. A sua segunda banda seria a Spanta Cinderela. Confesso que fiquei intrigado com o nome...  Era uma banda só de garotas?

Taty Pacheco. Hahah O Spanta Cinderela era uma banda que somente eu era a única mulher... foi criado pelo baterista e o guitarrista pois por ser a única mulher seria uma homenagem devido meu lado meiga e roqueira.

2112. Foi nesta banda que você conheceu o grande batera Dimas Zanelli. A amizade acabou gerando a banda Valvulados especializada em covers do Whitesnake. No fundo é uma responsabilidade muito grande cantar músicas desse moço, não é?

Taty Pacheco. Sim, foi no Spanta que conheci o Dimas Zanelli e acabamos criando os Valvulados onde o mesmo via que meu timbre de voz se aproximava do David Coverdale e fora a vontade que eu tinha de me superar minhas espectativas sendo uma mulher cantando um som de voz masculina confesso que não é facil, foram tempos e tempos de estudo.

2112. As baladas do grupo são fodásticas assim como seu rockões. Um digno representante do classic rock isso sem esquecer que Coverdale é um puta vocalista...

Taty Pacheco. Eu sou suspeita o cara é fera!

2112. Nesse mesmo grupo você conheceria Fábio Holanda, futuro membro da Amargo Malte. Você nem poderia supor o que estava por vir, não é?

Taty Pacheco. Sim, o Fabio super amigo de vários projetos... já houve o convite para o AMARGO o ano passado mas devido muitos trabalhos com os Valvulados não poderia assumir outro compromisso ... mas confesso que achei que não haveria mais esse convite mas para minha surpresa rolou e adorei

2112. Não podemos esquecer que 99% das grandes bandas de rock começaram depois de um encontro: Stones, Beatles, Yes, Floyd, Led... entre outras. Isso é mágico!

Taty Pacheco. Isso é fantástico... ainda vejo através desse encontros muita coisa pela frente kkkkk

2112. Apesar de não gostar de bandas covers vejo que é uma boa escola para quem está começando, não é?

Taty Pacheco. Sim, aprendi muita coisa com isso, como presença de palco, experiência com o público, andamento da música etc.

2112. Você e o Fábio conversaram muito sobre som autoral... Houve em algum momento houve o desejo de formar uma banda ou mesmo fazer alguma coisa juntos?

Taty Pacheco. Sim sempre conversamos inclusive já tinha músicas inéditas compostas em que o mesmo me propôs a cantar.

2112. Taty, você tem composições próprias?

Taty Pacheco. Carlos não sou muito boa nisso... mas fui convidada a fazer uma participação do disco da Banda Baranga MOTOR VERMELHO a música Amor ou Loucura no qual fiz parte da composição

2112. Com o fim da Valvulados você foi convidada a participar da Ladies Blues Band. Conte um pouco dessa história!

Taty Pacheco. Com aquela minha idéia de superar as expectativas fiquei pensando agora quero ir para o Lado Blues devido e ser uma contralto achei que soasse bem.... e para minha grande surpresa recebi uma ligação em poucos dias após a saída dos Valvulados para fazer parte das Ladies indicação de Paula Mota da Banda Power Blues, fiz alguns teste mas nos primeiros ensaios não fui muito bem mas mesmo assim continuei estudando até que para a supresa ficou muito bom após muita dedicação.

2112. Sempre tive o blues como minha grande influência musical. Adoro Muddy Walters, Eric Clapton, Buddy Guy, Jimi Hendrix... E você?

Taty Pacheco. Minhas influências.... Beth Heart, Bonamassa, Aretta Franklin e Joss Stones.

2112. Entre a mulherada gosto da eterna Janis Joplin. Ela cantava com a alma e o seu corpo seguia na mesma proporção...

Taty Pacheco. Concordo pois em outro sentido ela me inspira na questão de colocar toda minha emoção no momento em que canto.
2112. Mas antes de participar da Valvulados você fez parte de uma banda chamada The Orrivers, não?


Taty Pacheco. Sim, fui chamada a fazer parte da banda do Fausto de Francesco em 2014 no qual o mesmo acreditava que eu haveria um potencial para a música e também fazíamos releituras de grandes bandas do rock clássico.

2112. O primeiro contato para você fazer parte da Amargo Malte foi com o próprio Fábio, não é? O que ele propôs a você?

Taty Pacheco. Sim, o próprio Fabio sempre me convidou, na verdade ele sempre diz “gosto dessa voz rasgada e de negra” e me disse que tinha músicas novas que ficariam ótimas em minha voz.

2112. E como foi o primeiro ensaio? Os meninos são muito bagunceiros?

Taty Pacheco. Foi ótimo me deixaram super a vontade adorei, fora que todos são super divertidos pakas!

2112. A sua estréia como membro oficial da banda foi no Galpão Mooca em 23/09 abrindo para o Mister Blues Dudé. Como foi a recepção da galera?

Taty Pacheco. Nossa cara, é muito bom saber que sou querida. A recepção maravilhosa a expectativa de todos foi fantástico!

2112. Agora que você é parte integrante da banda quais são os novos projetos? Tem gravação à vista?

Taty Pacheco. Sim, temos muitos ensaios para gravações futuras aguardem!

2112. Boa sorte para você e para a Amargo Malte! 




Próxima entrevista...


quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Entrevista Carol “Kombinha Janis” Shineider


Após ler uma matéria sobre a Carol e sua Kombinha fiquei encantando com sua idéia de viajar e fazer shows que não pensei duas vezes em tê-la aqui no 2112. A entrevista ficou muito bacana e sinto que a nossa história está apenas começando como toda boa amizade!!    

2112. Achei super interessante esse projeto da Kombinha da Janis. Como surgiu essa idéia?

Carol Shineider. A ideia do projeto da Kombinha Janis surgiu depois que adquiri uma Kombi para transportar equipamentos de som para shows e eventos que produzo na minha cidade. Vi que a Kombi não poderia ser apenas um meio de transporte, poderia ser algo maior, daí o projeto, unir as paixões por música e viagem.

2112. Se o público não vem, você vai ao encontro dele, não é?

Carol Shineider. Justamente. Com esse projeto, a idéia em ir até o público está mais viva do que antes. Pegar estrada, fazer minha música, conhecer lugares e ter contato com mais pessoas.

2112. Qual é a reação das pessoas quando você começa a montar o equipamento?

Carol Shineider. Em um primeiro momento, olhares curiosos. Pessoal tem achado a Kombi diferente e para pra olhar.
2112. Carol, como a música da Janis entrou na sua vida?

Carol Shineider. Não lembro ao certo. A música, de modo geral, tem estado comigo desde muito nova, quando fui apresentada à algumas bandas do rock nacional pela minha mãe. Desde então não parei mais, sempre fui muito curiosa em descobrir novos sons, gosto de receber sugestões do que ouvir... Bem provável que Janis tenha entrada nas minhas playlists quando comecei a descobrir os clássicos do rock dos anos 70, se não me engano, por indicação de um tio.
2112. Meu primeiro álbum foi Cheap Thrills e o seu? Ela tem um timbre de voz primal, rústico... aliado a uma intensa maneira de interpretar como poucos. Isso é algo muito raro!

Carol Shineider. Acredito que tenha sido o “In Concert”, lembro bem da capa, aquela foto icônica da Janis com aqueles óculos redondos. Sempre curto ouvir os “ao vivos” e fico sempre impressionada com o quanto ela cantava. Além disso, esse compilado ao vivo tem minhas músicas preferidas.
2112. Mas além de Janis quais são suas influências?

Carol Shineider. Costumo dizer que de tudo um pouco do que ouço. Mas nesse meu projeto solo, hoje tenho tido muita influência do folk, bandas como Mumford and Sons, The Lumineers, The Staves, Young Lights e uma pá de gente da nossa MPB.

2112.  Você é musicista, compositora, multi-instrumentista, professora de violão, produtora cultural e musical e ainda é membro da banda de rock experimental Bicho Mecânico de Asas. Como você consegue conciliar tantas coisas ao mesmo tempo?

Carol Shineider. Agenda e horários é sempre uma confusão, no sentido de ter muita coisa acontecendo e por ser muitas coisas que não acontecem em horários fixos, mas tenho conseguido conciliar bem. O segredo é usar uma agenda pra marcar tudo certinho que as coisa fluem bem, rs.
2112. O que você ouve quando está viajando ou prefere ir cantando suas próprias músicas?

Carol Shineider. Ouço muito som diferente e é ótimo, porque me acrescenta muito como musicista. Amo fazer playlist, então no som da Kombinha rola muita coisa. Tem Janis, claro! Mas tem Led Zepellin, The Doors, Tame Impala, Flaming Lips, Royal Blood, Mutantes, Belchior, Letrux, Carne Doce, Boogarins, Baleia, Ventre, My Magical Glowing Lens, Young Lights, Novos Baianos, Mad Chicken, Miêta, Gavi, AnaVitória, Aurora, Far From Alaska, Zé Ramalho, The Staves, Mumford and Sons, Alabama Shakes... e mais um monte de coisa.

2112. ... de uma certa maneira serve até de ensaio não é?

Carol Shineider. Acaba que sim! O som tá rolando e vou sempre cantando junto...
2112. Fale um pouco sobre o seu trabalho de musicista e professora de violão.

Carol Shineider. Trabalho com música já faz uns 10 anos, comecei tocando com bandas em eventos. Hoje, além de tocar com a banda Bicho Mecânico de Asas, tenho meu projeto solo, em formato acústico, que toco em bares, festas, eventos, festivais... Sobre as aulas de violão, comecei por acaso, dando aulas pra filhos de conhecidos e amigos, hoje tem sido algo no qual também me dedico e demando um bom tempo dos meus dias. É bem legal, porque a maioria dos meus alunos são crianças e é ótimo o sentimento de transferir o que sei pra elas.

2112. Está cada vez mais comum dar aulas via Internet.  Você também usa mão desse recurso?

Carol Shineider. Ainda não, hoje trabalho apenas com aulas presenciais. Boa idéia a se pensar aí, pra quando estiver em viagens longas com a Kombinha Janis.
2112. O que mais te influência na hora de compor?

Carol Shineider. Essa é difícil, rs. Acredito que tudo ao meu redor me influência de alguma forma... conversas, histórias, o cotidiano, o fluxo da vida... o que me toca, como um todo, me afeta e é inevitável não acabar levando isso para minhas músicas.
2112. Você também é produtora cultural e musical. O que você produz nessa área? Shows, teatros, oficinas...

Carol Shineider. Como produtora cultural estou mais ligada à eventos culturais, shows e festivais. Em Lagoa da Prata/MG faço parte do Coletivo Nexalgum, Lacustre Festival (que inclusive terá sua 3ª edição dia 13 de outubro) e E-Cult... todos de iniciativa popular, voltados para o fomento da cultura local e regional. Como produtora musical, tenho feito acompanhamento de músicos e bandas para eventos culturais, desde o momento da escolha do repertório, ensaios, passagem de som, até a apresentação.

2112. Hoje em função da crise está cada vez mais complicado conseguir patrocínio e mesmo espaços com uma estrutura bacana para se produzir algo decente, não é?   

Carol Shineider. Tem sido difícil sim, principalmente por estar no interior. A maior carência que sinto por aqui é falta de casas de shows que abram as portas para a música autoral. A maioria dos eventos que produzo pelos coletivos é de ocupação de espaços públicos devido a isso. Quanto à patrocínio ainda encontramos empresas empenhadas e interessadas na cultura local, que tem ajudado a dar uma fortalecida na cena.
2112. Que tipo de som vocês fazem na banda Bicho Mecânico de Asas?

Carol Shineider. Nosso repertório hoje é 100% autoral. E o som tem uma característica experimental... traz um pouco do rock, na junção da bateria, baixo e guitarra e um pouco de experimentalismo e psicodélia trazido pela presença do sintetizador.

2112. Sou completamente a favor de bandas que misturam diversas influências para criar um som próprio assim como fez o King Crinson, Led Zeppelin, Jethro Tull, Rush... entre outros. Isso é muito saudável!

Carol Shineider. Claro. O bom da música é quão versátil ela pode ser. E mesmo hoje em dia, é possível ver a junção de diversos estilos e influências nos novos sons. A gente brinca na Bicho Mecânico de Asas com o quão difícil é definir nosso estilo, porque acaba que tem influência diferente dos 4 músicos, cada um com uma bagagem de som diferente que acaba refletindo no nosso som. Por isso só dizemos que fazemos um som experimental, acredito deixar um pouco aberto para as diversas possibilidades que podemos trabalhar e criar no nosso som.
2112. Vocês já lançaram algum cd ou tem projeto de gravação?

Carol Shineider. Ainda não, mas estamos em fase de produção pra ver se conseguimos gravar alguns singles ou mesmo um EP, ainda esse ano.

2112. Voltando a Kombinha... sua primeira viagem foi em Minas o que gerou quatro shows sendo um deles no Sonora, Festival Internacional de Compositoras. Qual o balanço que você faz desses nove dias de viagem?

Carol Shineider. Essa primeira viagem foi tão maravilhosa que me deixou apenas a vontade e certeza de querer voltar pra estrada. Foram apenas 9 dias, mas com ar de muito mais, devido às tantas coisas que acabaram acontecendo no decorrer da viagem... Uma delas foi ter tido a oportunidade de me apresentar no Sonora e ter conhecido tanta musicista incrível. Foi lindo conhecer novos lugares, poder levar minha música, conhecer tanta gente e vivenciar novas experiências.

2112. Foi algo meio beatles “Magical Mistery Tour”?

Carol Shineider. Não foi uma viagem tão mágica quanto o “Magical Mistery Tour”, mas poderia ter rendido um filme ou mesmo um curta metragem, rs.
2112. Você tem o costume de anotar as particularidades de suas viagens?

Carol Shineider. Gosto muito de escrever, mas nessa viagem meus registros foram mais em fotos e vídeos.

2112. O que mais te chama atenção nos shows?

Carol Shineider. Calor humano e resposta do público. É bem gratificante ir tocar em um lugar que nunca estive antes e ter um feedback positivo de todos os presentes.

2112. O bom desse contato direto é as muitas amizades que se faz pelo caminho, não é?

Carol Shineider. Com certeza! Das coisas que mais me emocionaram e me deixaram realizada nessa primeira viagem, nos curtos rolês de Kombi e nos shows, é sempre o contato com as pessoas. Conhecer, trocar experiências e ideias é muito enriquecedor, a gente acaba fazendo amizades maravilhosas.
2112. As pessoas de uma certa maneira tem uma maneira especial de ver e tratar os artistas. Você sente isso quando faz seus shows?

Carol Shineider. Sim. É muito bom quando reconhecem a gente pelo trabalho que fazemos e valorizam isso.

2112. Existe projeto de gravar suas composições?

Carol Shineider. Sim. Voltei dessa viagem querendo mais do que nunca colocar minhas músicas no mundo. Já comecei a pré produção, espero fazê-lo em breve.

2112. Quais são as novidades para os próximos meses?

Carol Shineider. Algumas viagens pequenas por Minas Gerais, participações em festivais, shows na minha cidade e região, um novo formato de show na Kombinha Janis, um canal no youtube já encaminhado pra dar as caras logo logo e dezembro vai render uma tourzinha nova, que ainda é segredo rs.

2112. Obrigado por conceder a entrevista e muita sorte para você. O microfone é seu...
 
Carol Shineider. Eu que agradeço o espaço, adorei essa entrevista e as ótimas perguntas. Obrigada ao Carlos, pelo contato e oportunidade de mostrar meu projeto. No mais, deixar o convite para quem quiser conhecer melhor meu projeto com a Kombinha Janis nas redes sociais (facebook e instagram - @kombinhajanis). E pra quem quiser trocar uma idéia, chamar pra dar um rolê, contratar para shows kombinhajanis@gmail.com


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