O blog 2112 foi formado com intenção de divulgar as bandas clássicas de rock, prog, hard, jazz, punk, pop, heavy, reggae, eletrônico, country, folk, funk, blues, alternativo, ou seja o rock verdadeiro que embalou e ainda embala toda uma geração de aficcionados. Vários sons... uma só tribo!



sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Entrevista Prognoise Pvh

2112. Ano passado vocês lançaram o single Vazio mas nós fãs estamos na expectativa de um novo álbum. O que você têm a dizer sobre isso? 

Alessandro Amorim. De fato, "Vazio" é um single de um projeto que visa trazer para nós e para todo mundo o novo álbum da Prognoise. Além de "Vazio”, nós também lançamos o outro single que é “Todo Sangue”, no final de 2024 e estamos em estúdio gravando o que vai ser, de fato, o novo trabalho da Prognoise. Já temos outras músicas gravadas, estamos finalizando outras... o conteúdo do álbum já está definido e a gente pretende lançar ainda em 2026.  Tem um monte de gente ligado ao progressivo, fãs da banda, pessoal ligado à imprensa, pessoal fora do país que tem nos cobrado isso. Nós também nos cobramos isso. A ideia era ter lançado, de fato, no ano passado, mas por razões diversas, inclusive razões que quem trabalha com música independente progressiva no Brasil entende e sabe da dificuldade. A gente não conseguiu fazer esse álbum para 2025. Então, o plano é lançar esse material no segundo semestre de 2026."

Luciano Duarte. Cara, pode acreditar: ninguém tá mais ansioso pra colocar esse álbum pra rodar do que a própria banda kkkk. A gente tá trabalhando nisso com muito cuidado, experimentando bastante coisa e tentando fazer um álbum que realmente represente o momento da banda hoje. Tá sendo um processo desafiador, mas muito gratificante também. E assim que esse trabalho estiver pronto, a ideia é cair na estrada e tocar essas músicas ao vivo o máximo possível.

2112. O que eu acho interessante no prog é a fidelidade dos fãs seja na compra dos álbuns, na frequência dos shows, na criação de fãs clubes, nas postagens sobre bandas ou álbuns, programas de rádios ou podcast dedicados ao estilo etc. Como você explica todo esse culto em torno do prog nos dias atuais? 

Zeno Germano. Em parte me parece que o fato do estilo vinculado ao metal estar mais divulgado do que antes. Cada vez há mais bandas de prog metal. Outro aspecto deve ser porque muita gente ainda precisa de música de mais qualidade.

Luciano Duarte. Eu acho que o fã de prog costuma ser um público muito atento aos detalhes, mas ao mesmo tempo muito aberto a novas experiências sonoras. E acho isso fascinante, porque permite que o estilo continue evoluindo sem perder a essência. O prog sempre teve muito essa coisa de explorar atmosferas, misturar influências e testar caminhos diferentes. Então acaba criando uma conexão muito forte entre as bandas e o público. O fã realmente mergulha no universo da banda, acompanha álbuns, shows, podcasts, debates… vira quase um estilo de vida mesmo kkkk. E acho muito massa como existe esse respeito pelas raízes do prog, mas ao mesmo tempo uma abertura enorme pra novas ideias e sonoridades.

2112. O Prognoise é oriundo de Porto Velho. Como é a cena rocker em especial o prog por aí? Tem muitas bandas? 

Zeno Germano. Existem muitas bandas em Porto Velho. Uma cena de metal muito forte por exemplo. Mas como em várias outras cidades, falta espaço pra tocar. Que eu saiba não tem no momento outra banda prog.

Luciano Duarte. Dentro da cena musical daqui existem bandas muito boas e com propostas bem diferentes entre si. No prog especificamente ainda não existe uma cena totalmente consolidada por aqui, mas ao mesmo tempo isso acaba aproximando muito as bandas de diferentes vertentes. Então rola bastante parceria, troca de ideia, apoio nos eventos e incentivo entre a galera. Acho que isso ajuda muito a manter a cena musical viva e em movimento, mesmo cada banda tendo sua própria identidade sonora.

2112. Muito legal essa conexão. Que bandas você destacaria com um trabalho interessante? Não precisa ser exatamente prog.  

Zeno Germano. Atualmente Angine De Poetrine serve? rsrsrs Gosto do som e das fantasias deles. Ademais… tenho prestado bastante atenção nas novas bandas de prog italiano. Tem muita coisa boa.

Marco Tulio. The Rival Sons, King Gizzard and Lizard Wizard e a brasileira Black pantera.

Luciano Duarte. Ultimamente minha playlist tá bem prog mesmo haha… Tenho escutado bastante Thank You Scientist, Animals as Leaders, Children of Nova e Intronaut. O que eu mais curto neles é justamente como cada um consegue expandir a ideia de música prog de formas completamente diferentes. 

Alessandro Amorim.  Olha, Angine de Poitrine é, sem dúvida, a sensação do momento, principalmente em razão de trazer de volta (embora para muita gente isso seja algo novo) a questão microtonal.  Não tem como isso passar despercebido.  Ainda mais atrelado ao figurino, como bem fala o Zeno.   Gostar ou não é outra coisa…  Particularmente, tenho percebido um frenesi que eu acho quase demais… Será que só eu considero o trabalho deles, independentemente dessa questão microtonal, que é sensacional, meio repetitivo? Deixando a ranzinzice de lado, eu tenho dado mais atenção ao rock clássico antigo.

2112. Tenho reparado ao longo dos anos que boa parte da nova geração curte músicas mais imediatistas. Manter uma banda que não esteja integrada a esse circuito é bem difícil, né? 

Zeno Germano. Mesmo nos anos 1970 já havia muita música imediatista, música pop simples de 3 minutos certo? Claro que atualmente isso é muito maior por tudo que compreende a nossa cultura na contemporaneidade. E para quem gosta de prog fica mais difícil manter um trabalho, viver apenas disso etc. Mas como já citamos, tem muita gente curtindo prog, só que o investimento de música mais elaborada no Brasil é um dilema desde sempre. É diferente na Europa e nos EUA também.

Luciano Duarte. Com certeza é um desafio maior hoje em dia, porque muita coisa acaba sendo consumida de forma muito rápida e imediata. Mas ao mesmo tempo eu acho que isso faz com que o público que realmente se conecta com o som da banda seja muito mais fiel. O prog e outras vertentes mais experimentais nunca foram exatamente música de consumo rápido. É um tipo de som que pede mais atenção, mais imersão e tempo pra absorver os detalhes. Então manter uma banda fora desse circuito mais imediatista exige bastante persistência, mas ao mesmo tempo é muito gratificante ver que ainda existe uma galera procurando algo mais profundo e verdadeiro musicalmente.

2112. Particularmente não curto "cover bands", mas entendo que muitos músicos o fazem como uma forma de sobrevivência, não é? 

Marco Tulio. E não somente em cover bands ou tributos, muitos músicos oriundos do rock trabalham com estilos totalmente diversos, justamente pelo lado comercial mesmo, e de certa forma contribuem significativamente para boa qualidade instrumental, lembremos que o “viver de música” leva a caminhos diferentes mas não menos interessantes daquilo que alguns inicialmente almejavam.

Luciano Duarte. Eu entendo perfeitamente quem faz isso como fonte de renda. Eu mesmo já toquei cover pra tirar um extra, então sei que muitas vezes é um caminho necessário, ainda mais no Brasil, onde viver de música autoral não é nada fácil. Hoje eu vejo projetos de cover muito mais como diversão e troca com o público. Tocar músicas de bandas que fizeram parte da nossa formação musical acaba sendo muito legal também. Mas pessoalmente eu ainda prefiro mil vezes o processo de composição, criar algo novo e construir uma identidade própria. Pra mim é aí que está a parte mais gratificante da música.

2112. Ainda vale a pena lançar material autoral? 

Alessandro Amorim. Se pensamos em música independente e retorno financeiro, definitivamente, não! Agora, a criação musical, como qualquer manifestação artística honesta, não vem da sanha por dinheiro.  Lançar um material autoral vem do desejo e necessidade de nos expressarmos... de mostrar o que sentimos, o que gostamos, e do desejo de compartilhar isso com todos. E a coisa se realiza quando temos feedback positivo.  Todo artista tem seu grau de vaidade.   Perceber que as pessoas gostam do que fazemos é extremamente envaidecedor e gratificante.  Isso é o que nos move.

Luciano Duarte. Eu acho que vale muito a pena, mesmo sendo um caminho mais difícil hoje em dia. Pra mim, o trabalho autoral é justamente onde o músico consegue colocar pra fora sentimentos, experiências e construir uma identidade de verdade. E quando a música carrega emoção real, as pessoas percebem isso. Acaba criando uma conexão muito mais forte com quem escuta. Claro que exige persistência, porque normalmente é um caminho mais independente e cheio de desafios kkkk. Mas ao mesmo tempo é muito gratificante ver algo que nasceu de uma ideia sua, conseguindo tocar outras pessoas. E no prog especificamente eu ainda sinto que existe um público muito fiel e aberto a mergulhar nessas experiências sonoras mais profundas e atmosféricas.

2112. Em sua opinião as plataformas digitais estão ajudando ou estão acabando com o comércio de mídias físicas? 

Zeno Germano. Estão dificultando muito, sem dúvida. Os Cds estão desaparecendo. Os Vinis estão de volta mas ainda são caros no Brasil.

Marco Tulio. A acessibilidade em detrimento de uma boa qualidade sonora ou mesmo a experiência proporcionada pela mídia física infelizmente conta mais alto, existe um mercado no que tange a isso grande em alguns países como o Japão, porém no Brasil o valor elevado, de equipamentos e discos, espanta e fica restrito a um nicho específico.

Luciano Duarte. Mesmo sendo um cara bem saudosista, eu também curto muito tecnologia. Então acho que as plataformas digitais ajudaram demais a democratizar o acesso à música e facilitaram muito a vida de bandas independentes. Claro que isso acabou afetando bastante o mercado de mídia física, isso é inevitável. Mas sinceramente eu não acho que ela vá acabar totalmente, principalmente dentro do rock e do prog, onde ainda existe muito apego ao álbum físico, ao encarte e à experiência de ouvir um disco com calma. Eu mesmo ainda gosto muito dessa experiência mais “palpável” com a música. 

Alessandro Amorim.  Considero que as plataformas digitais ajudaram muito ao artista em geral, pela democratização da produção e distribuição da música. No entanto, hoje em dia, os artistas independentes, principalmente os independentes, estão ficando presos às plataformas, com rendimentos muito pequenos, se compararmos ao que essas plataformas lucram. 

2112. Voltando ao single ele tem um instrumental incrível e bem ambicioso que nos leva de volta aos seminais anos 70. Essa era a intenção? 

Zeno Germano. “Vazio” foi composta, como as outras também, totalmente influenciada pelos sons dos anos 1970. Fica meio natural a gente ir criando e colocando um instrumental mais complexo. Isso rola até de forma inconsciente devido às nossas influências.

Luciano Duarte. Acho que “Vazio” nasceu muito da ideia de transmitir algo mais interno e emocional mesmo. Desde o começo a intenção era fazer uma música que respirasse junto com a melodia, crescendo aos poucos e criando essa atmosfera mais intensa e imersiva. E talvez essa conexão com os anos 70 possa vir daí. Muitas bandas daquela época tinham muito essa preocupação de deixar a música “falar”, criar dinâmica e emoção sem tanta pressa. Então não foi algo pensado tipo “vamos soar anos 70”, mas essas influências acabam aparecendo naturalmente na forma como a gente compõe e constrói as músicas.

2112. Confesso que não gosto de 80% das bandas de neoprog pois algumas trazem um certo acento pop apesar dos grandes músicos e cantores envolvidos. Qual a sua opinião sobre esse assunto? 

P. Marco Tulio. O chamado neoprog que tem sua origem nos anos 1980 com bandas britânicas Marillion, IQ, Arena e outras, trouxe uma renovação e um sopro de vitalidade ao progressivo com ótimos trabalhos, claro que as influências do então momento musical oitentista foram bem acentuadas, o que acabou se tornando parte indelével dessa ramificação. Não vejo como algo depreciativo, e sim mais uma forma de expressão com a linguagem progressista, e por que não dizer tornando acessível a muitos que ainda estranham a música mais rebuscada, e que não perca sua essência roqueira. 

Luciano Duarte. Eu não sou um profundo conhecedor de neoprog, mas sempre enxerguei esse movimento como uma tentativa de equilibrar a complexidade do prog clássico com uma abordagem mais melódica e acessível pra época. Entendo totalmente quando algumas pessoas sentem esse “acento pop” em certas bandas, mas ao mesmo tempo acho que isso fez parte da evolução natural do estilo e ajudou o prog a continuar se transformando. E pra mim isso acabou abrindo caminho pró pós-prog e bandas que realmente me conectaram com o gênero, tipo Porcupine Tree, Transatlantic e Opeth. O que mais me pega nesses artistas é justamente a capacidade de criar atmosferas e emoções muito fortes sem depender só de virtuosismo técnico o tempo todo.

2112. O que você tem escutado de interessante no prog nacional? Alguma banda em especial? 

P. Marco Tulio. Sim, temos ótimas bandas no cenário progressista brasileiro, destaco Ultranova (Belém), Caravela Escarlate e Quaterna Réquiem (RJ).

Zeno Germano. Ultranova!

Luciano Duarte. Caravela Escarlate e Cartoon, e são duas bandas que realmente têm me impressionado muito pela qualidade e pela expressividade. O Caravela Escarlate me chama muita atenção pela forma como consegue trazer aquele feeling clássico do prog setentista, mas com uma sonoridade muito viva e atual. Já o Cartoon eu acho foda pela capacidade de equilibrar complexidade, dinâmica e melodias muito marcantes sem perder o peso do rock’n’roll. Acho muito massa ver bandas nacionais mantendo o prog tão criativo e vivo hoje em dia.

Alessandro Amorim.  Casa das Máquinas, O Terço… 

2112. Que conselhos você daria a quem tem projetos de montar uma banda? Quais os primeiros passos fundamentais a serem dados? 

Luciano Duarte. Acho que o mais importante no começo é entender qual é a identidade e o propósito da banda. Antes de qualquer coisa, vale pensar no que vocês querem transmitir e quais pessoas realmente estão conectadas com essa ideia. E outra coisa: não esperar tudo ficar perfeito pra começar kkkk. Muita coisa amadurece no caminho, nos ensaios, nos shows e nas experiências. No fim, acho que montar uma banda exige muito mais sintonia, paciência e persistência do que só técnica. Quando existe verdade no projeto, as coisas vão criando forma naturalmente.

2112. ... pergunto isso levando em conta que tem muitas bandas que pensam apenas em tocar, mas sequer tem um release para oferecer. Sei que ajuda profissional sai muito caro para quem está começando, mas precisamos nos profissionalizar também, não é? 

Luciano Duarte. Com certeza. Eu entendo que pra quem está começando tudo é muito caro e a prioridade normalmente acaba sendo equipamento, gravação e essas coisas. Mas acho importante a banda começar a desenvolver essa mentalidade profissional desde cedo, mesmo aos poucos. Porque no fim das contas, tocar bem sozinho não sustenta um projeto por muito tempo. Organização, identidade, comprometimento e a forma como a banda se apresenta também fazem muita diferença. Acho que as bandas que conseguem durar entendem que existe toda uma construção em volta da música, não só o som em si.

2112. Você acha necessário para uma banda recém formada gravar um single ou mesmo um álbum ou isso ajuda muito na divulgação? 

Zeno Germano. Se a banda é autoral imagino que o caminho esperado é o registro de suas músicas, seja single, seja álbum. Tem que aproveitar as facilidades de hoje.

Luciano Duarte. Eu acho muito importante a banda ter algum material lançado hoje em dia, nem que seja um single. Acaba sendo a porta de entrada pra galera entender a identidade e a proposta sonora da banda. Às vezes a banda toca muito bem ao vivo, mas sem nenhum registro fica mais difícil das pessoas criarem conexão com o trabalho ou até compartilharem aquilo. Então acho que ajuda muito na divulgação e também no amadurecimento da própria banda.

2112. Outro ponto controverso é a falta de apoio às bandas brazucas, seja por parte do público, das grandes mídias e pela escassez de patrocínio. Qual o seu ponto de vista sobre essas questões e qual seria a solução para diminuir esses problemas? 

Luciano Duarte. Eu acho que esse é um problema muito real dentro da música autoral brasileira, principalmente no rock e prog. Muitas bandas incríveis acabam esbarrando mais na falta de estrutura, divulgação e incentivo do que propriamente na qualidade do trabalho. Ao mesmo tempo, acho que as plataformas digitais ajudaram bastante a diminuir essa barreira, porque hoje bandas independentes conseguem divulgar o próprio som sem depender tanto das grandes estruturas de antigamente. Mas ainda acredito que profissionalização, união entre as bandas e fortalecimento da cena independente são fundamentais pra mudar isso aos poucos.

2112. Os álbuns lançados pela banda sempre são elogiados. Vocês já pensaram em lançar um registro ao vivo? 

Zeno Germano. Gosto da ideia de álbum ao vivo. Temos “Crimsoniana” ao vivo como faixa extra no “Solar” em 2018. Eu já pensei nisso algumas vezes, mas creio que nunca deixei claro para a banda se poderia ser bom fazer um álbum ao vivo... Segue na lista de desejos pro futuro. 

Luciano Duarte. Acho que no prog existe muito essa conexão forte com a experiência ao vivo, porque muitas músicas acabam ganhando uma energia e uma atmosfera diferente no palco. Então é algo que com certeza é uma ideia que em algum momento passou pela cabeça de todos. Talvez mais pra frente, no momento certo e com a estrutura ideal, seria muito legal registrar essa energia ao vivo da banda.

2112. ... o microfone é seu.

Alessandro Amorim. Primeiramente, queremos agradecer pela oportunidade de nos comunicarmos com o público em geral por meio do 2112, definitivamente, é uma vitrine para o rock progressivo no país.  Sempre faço questão de dizer que, sem esse tipo de veículo, a arte independente, especialmente aqui, a música, não teria espaço e a divulgação seria ainda mais difícil.  Queremos deixar uma saudação especial aos que acompanham a banda, alguns desde o início, quando lançamos o Esquizoide, e um convite ao público que ainda não nos conhece para visitar as plataformas. Reiteramos a informação de que o novo trabalho da Prognoise está partindo para a fase final e que queremos e devemos mesmo lançar em 2026.   Acompanhem nosso trabalho nas redes, mandem seus feedbacks e não desistam do Rock Progressivo.   Aliás, antes de ser Progressivo, ele é Rock.  E sabemos que o rock nunca vai morrer!!!!! Grande abraço a todos e até breve, com nosso novo trabalho que está chegando.

 

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário