O blog 2112 foi formado com intenção de divulgar as bandas clássicas de rock, prog, hard, jazz, punk, pop, heavy, reggae, eletrônico, country, folk, funk, blues, alternativo, ou seja o rock verdadeiro que embalou e ainda embala toda uma geração de aficcionados. Vários sons... uma só tribo!



quarta-feira, 1 de abril de 2020

Entrevista Banda Avulso S/A



A cena independente apesar da falta de apoio dos órgãos culturais continua mais forte do que nunca é o que prova bandas do calibre da Avulso S/A que manda ver um hardcore com elementos pop sem perder o peso, a agressivo aliado a um texto super foda. Confiram!  

2112. A banda faz uma mistura de hardcore com elementos de pop rock. Nessa fusão o som tende mais para o hardcore ou para o pop rock?

Will McQueen: Desde o início decidimos optar por esse caminho do hardcore, apesar que ainda acho muito difícil dizer que o que fazemos é hardcore, mas essa sonoridade, com a mescla de outras influências e estilos é o que nos deixa satisfeitos.

Rapha Freddy: Atualmente a sonoridade e letras tem mais a dinâmica do hardcore, porém a banda está aberta para outros estilos musicais, ser uma banda versátil é o que todos desejam.
2112. O Hardcore é um estilo muito fechado e fico me questionando como vocês estão furando esse bloqueio. Já houve algum tipo de represália por parte de fãs mais radicais?

Rapha Freddy: Entendo que seja devido a versatilidade e ecleticidade de estilos musicais em nossos arranjos, isso acaba cativando o meio em que tocamos.

Will McQueen: Nunca tivemos problemas, pois a galera saca que é uma coisa real e sincera, sem querer forçar, sabe...Tem músicas nossas que tem uma quebrada de reggae, outras músicas tinham inserções de hip hop, ou seja, é a nossa verdade e as pessoas acreditam nessa identidade, nessa cara que a banda tem.

2112. O Clash conseguiu essa façanha ao lançar o classic album London Calling mixturando diversos estilos que os conduziram para muito além dos muros do punk rock. E tudo isso sem que perder a sua essência e sua ideologia punk, não é?

Rapha Freddy: Exatamente isso, você só consegue alcançar outros ouvidos, mostrando algo que lhes agrade, mas sempre mantendo seus princípios.

2112. ... antes que gere maiores polêmicas devo dizer que não sou contra os puristas ou os extremistas. Só vejo que a música precisa de andar para frente, estar em constante movimento para não ficar se auto repetindo.

Will McQueen: A música é uma linguagem em constante evolução e o meu maior receio é ficar sendo um pastiche, repetindo as mesmas coisas, fórmulas, isso não me agrada, sempre quero propor o novo.
2112. A banda tem seis anos de estrada e com certeza tem muita história interessante para contar. Como surgiu a banda e como tem sido a luta diária de vocês para mantê-la na ativa?

Will McQueen: A banda surgiu de uma dissidência, Jonas (guitarra) e eu tocamos em várias bandas desde 2003, e em 2009 fizemos uma banda com um amigo em comum, e aí chegou num momento que estava um caos e muito conflito, então um membro saiu, dias antes de uma apresentação, cumprimos essa apresentação com o nome antigo e numa outra apresentação já nos denominamos Avulsos S/A. Tivemos ótimas pessoas passando pela banda, mas hoje temos uma formação mais consolidada.

2112. Não é segredo que muitos são os músicos que bancam suas bandas do próprio bolso e tudo por amor a música. Com vocês também não deve ser diferente, não é?

Rapha Freddy: Com certeza, não temos patrocínio algum, todo o gasto com a banda vem de nossos esforços, esperamos que isso mude com o lançamento do nosso EP, e assim as portas possam se abrir pra conhecer nosso trabalho.
2112. Sempre leio reclamações de falta de espaços, cachês injustos, desunião da cena... Qual a opinião de vocês sobres essas questões e quais seriam as soluções para melhorar isso a curto prazo?

Rapha Freddy: Então, a falta de espaço vejo que não condiz com a crítica, basta você correr atrás e conseguirá lugares pra tocar, talvez não seja aquele palco ou público esperado, mas as vezes vale mais a pena tocar pra meia dúzia de pessoas que prestarão atenção em seu trabalho, do que 2 mil que ficarão vegetando durante sua apresentação. Em relação a cachê, isso é bem polêmico, pois a banda tem que saber o que está procurando, se quiser ganhar grana com a música terá que partir para o cover, fazer eventos como festas e casamentos é uma opção mais segura, se quiser fazer música autoral, tem que participar de festivais e procurar casas que permitam a divulgação de seu trabalho;

Will McQueen: O rock em si, hoje é uma música de nicho, porém eu ainda acredito que no autoral tem muita coisa boa, na nossa cidade (Mogi das Cruzes) tem muita banda boa, que daria para fazer um ano inteiro de um grande festival autoral, e ainda bem, que aqui temos espaço para isso, há pessoas que acreditam no autoral, que abrem esse espaço para que possamos mostrar a nossa música. A única coisa que não concordo é que tem uma contradição, pois parte do povo que pede renovação na música, são os mesmos que não consomem os artistas novos, ficam ouvindo bandas de 20, 30 anos atrás.

2112. Mas voltando a banda o que vocês ouvem e quais bandas mais influenciam o som da Avulso S/A?

Will McQueen: Eu sou um caos completo cara... Ouço as coisas mais inusitadas, hip hop, punk, MPB...eu tento absorver de tudo e aprender com tudo, isso dá um escopo maior para a sonoridade que gostaria de atingir um dia.

Rapha Freddy: No meu caso ouço muito rock progressivo, hardrock, stoner, heavy metal, MPB e as vezes um pouco de música clássica, gostaria de ter tempo pra poder ser mais eclético, ajudaria muito na hora de compor letras e arranjos.

2112. Olhando o atual cenário o que vocês indicariam como sendo bandas relevantes?

Will McQueen: Eu fico vendo muito o underground, e eu estou curtindo bandas como Zimbra, Medulla, a sonoridade deles me agrada muito, vale muito a pena quem não conhece ir atrás.

2112. Tenho ouvido bandas de um modo geral com um discurso tão violento que ao invés de alertar ou conscientizar acaba soando como meros discursos de ódio. Qual a opinião de vocês e o que os influenciam na hora de compor o material para a banda?

Will McQueen: Na hora de compor, queremos colocar para fora os nossos sentimentos e anseios. Geralmente fazemos reflexões do nosso cotidiano, e sempre é uma troca de ideias entre o Jonas e eu.

2112. Em 2013 vocês gravaram duas músicas: Ao redor e Ação e reação. Como foi a reação entre os fãs do estilo e da própria banda?

Will McQueen: Em 2013 foi mais uns experimentos, tanto que essas músicas nem foram disponibilizadas para muita gente, estávamos num momento de transição e estava tudo bem estranho, faltava segurança.

2112. Em 2019 foi a vez do EP Sempre em frente com sete faixas. Fale um pouco deste trabalho e o que ele destoa do trabalho anterior?

Will McQueen: Foi a realização de um momento muito feliz da banda, tivemos uma receptividade muito boa, e com relação a outras músicas foi a tranquilidade e a segurança do que estávamos fazendo, fizemos novos arranjos e pensamos cada música de uma forma que soassem com uma identidade, mas que no conjunto final parecessem interligadas, tanto que a ordem em que as músicas estão disponibilizados no álbum conta uma história.

2112. Para este ano teremos alguma surpresa? Já está rolando material novo?

Will McQueen: No momento estamos trabalhando na divulgação do nosso EP e pretendemos no terceiro bimestre desse ano, lançar mais algumas coisas. Mas ainda estamos reorganizando algumas coisas.

2112. Qual o telefone/e-mail de contato para shows?

Will McQueen: Nosso telefone é (11)998294403 ou através do email avulsosrock@gmail.com

2112. ... obrigado pela entrevista, o microfone é de vocês?

Will McQueen: Agradecemos a entrevista e pedimos que quem quiser conferir o nosso trabalho estamos nas principais plataformas de música e também acessem a nossa página no Facebook e nosso canal no YouTube. Obrigado a todos.

Rapha Freddy: Agradecemos essa oportunidade e nos vemos pelos palcos da vida.

quinta-feira, 26 de março de 2020

Entrevista André Youssef


Conheci o grupo na Internet através de um vídeo em que eles descontruiram o mega hit Sultans Of Swing do Dire Straits e o transformaram num gostoso old blues. Fui atrás do André e o resultado do nosso bate papo você lê abaixo. Uma dica... anotem o nome da banda.  
2112. Como surgiu a idéia de transformar Sultans Of Swing num old blues? A música ganhou uma dimensão que com certeza deixaria Mark Knopfler orgulhoso se ele a ouvisse. Parabéns.
André: Fico muito feliz que você tenha gostado do meu trabalho. Eu sou um fã declarado do Dire Straits, em especial do Mark Knopfler. Ele está na minha lista top five dos guitarristas. As influências dele são as mesmas que as minhas: Country Music, Blues, Rock e Jazz. A versão de Sultans Of Swing surgiu de uma maneira bem natural, num primeiro momento a executei com uma levada blues, só que com um beat mais lento. Resolvi dar uma acelerada inspirado no Gipsy Jazz francês de Django Reinhardt e a cantora francesa Zaz. Acabou ficando um Gipsy Blues, se é que existe... rs. Além disso, gosto de cantar com uma interpretação minha. 
2112. A meu ver quando um artista pega uma composição alheia e a desconstrói como você fez ela quase se torna uma composição própria ou você não vê dessa maneira?
André: Eu também vejo dessa maneira. O mais interessante é quando o artista consegue ter uma “impressão digital”, a partir daí ele pode executar qualquer música, mesmo sendo de outros compositores, que acaba ficando com a sua cara. Eu adoro fazer isso, garimpar músicas que eu gosto, do meu universo musical, e tento tocá-las e cantá-las da minha maneira, mudando o arranjo, a tonalidade, a harmonia, o riff, o estilo, etc. Com isso acaba nascendo outra música. Uma curiosidade: Nos meus shows eu percebo as pessoas cantando e logo em seguida pesquisando no celular para saber qual música é. Ao mesmo tempo eu tenho o meu lado didático, sempre dou explicações entre as músicas.
2112. Apesar do Dire Straits ter ficado mundialmente conhecido pelo seu classic rock a música "Brothers In Arms" é um verdadeiro lamento blues... mas vejo que poucos fãs da banda perceberam isso.

André: Essa música é linda! Ainda farei uma versão. Tem muitos elementos blues ali. Aliás esse álbum inteiro é primoroso.
2112. O que levou você a formar o André Youssef Trio após 27 anos acompanhando grandes nomes do pop rock e do blues? Você tinha necessidade de criar algo próprio para expressar suas ideias?
André: Desde pequeno o piano e o órgão sempre me encantaram. Comecei os meus estudos por eles aos 8 anos de idade. Aos 15 anos comecei a tocar com as primeiras bandas de garagem. Tecladista era uma figura rara, portanto eu acabei ficando requisitado. Eu toco violão e guitarra também, mas não tinha chance, era o teclado que as bandas precisavam. Eu já cantava desde essa idade, mas por ser muito tímido, não arriscava nos palcos, e as bandas já tinham vocalistas, impossível ter dois cantores... rs. Ou seja, meu sonho de cantar foi sempre postergado. Outro fator que pesou foi o lado músico profissional, acompanhar artistas maiores garantiam cachês maiores. Até que quando eu completei 40 anos disse pra mim mesmo, preciso pôr em prática esse meu lado cantor, não posso esperar mais. Comecei cantando algumas músicas na minha banda Tritono Blues. Aos poucos senti segurança para fazer shows solo, cantando o show inteiro, foi aí que nasceu o André Youssef Trio em 2015. Com esse projeto, consegui escolher meu repertório, escolher músicos para me acompanhar, montar o meu show, cuidar da agenda, falar com o público etc... Tudo isso me trouxe um novo prazer, uma adrenalina nova que estava faltando no meu trabalho de músico e na minha vida, resumindo, uma realização mais artística.
2112. O convívio com estilos variados cria respaldo para uma infinidade de combinações musicais. E você é bem eclético, não?
André: Sem dúvida. Sou bastante eclético. Além do blues, ouço muito jazz (preferência para os anos 30 a 50), amo country music, rock dos anos 50 e 60. Na música brasileira, gosto muito do samba tradicional e do baião. Luiz Gonzaga para mim é um blues man, por exemplo. Por outro lado considero Simonal, Benjor e Tim Maia caras que conseguiram trazer influências da música norte-americana para a brasileira.
2112. Jimmy Page e Jeff Beck são exemplos típicos de que a ousadia musical os conduziram para além do blues e do rock. Kashmir é um exemplo típico do que estamos falando. Ela soa como um mantra por seu toque oriental mas que tocado por uma banda que tem o blues e o rock'n'roll como base. Isso sim, é evolução...
André: Sem dúvida. Ótimo exemplo.
2112. No Brasil Nuno Mindelis e Zé Pretinho romperam com o tradicionalismo do blues ao misturar música caipira, eletrônica e étnica ao seu som com ótimos resultados. A essência do blues está lá mas sob uma nova perspectiva musical. Os puristas vão me crucificar mas sou totalmente a favor e você?
André: Sou totalmente a favor dessas fusões com outros estilos musicais. Se a coisa é feita com sinceridade, com honestidade, não tem como dar errado. Em contrapartida, quando alguém tenta fazer algo forçado, copiar algo que já foi feito, a coisa não se sustenta. Toquei algumas vezes com o Nuno, realmente ele criou uma identidade própria de tocar guitarra, e sempre está à procura de fusões.
2112. Um estilo musical precisa estar em constante ebulição para não se transformar numa lembrança longínqua de uma determinada época, não é?
André: Concordo em parte com a sua afirmação. Como eu disse anteriormente, é extremamente rico quando algum artista faz inovações, fusões com os estilos, acaba gerando coisas novas. Exemplo: O blues, que originou o R&B, que ao beber da fonte da música cubana evoluiu para o funk de James Brown, que influenciou o pop de Michael Jackson, que inspirou Bruno Mars, e por aí vai... Em contra partida existem alguns estilos como por exemplo o Traditional Jazz (ou Dixieland), que nasceu no início do século XX, com uma série de regras, instrumentos característicos, linhas melódicas, harmonias etc, que quando alguém começa fugir muito dessa estrutura, deixa de ser esse estilo musical. Ou seja, ele está “congelado”. Até hoje existem bandas com décadas de existência tocando exatamente da mesma forma que há 100 anos atrás, e na minha opinião, isso é fantástico, traz um respeito, uma reverência pela música que foi criada, e tem a missão de perpetuar determinado gênero.
2112. Correto. Em 2015 você iniciou sua carreira solo tocando blues, rock 50 & 60, country, folk e soul. O que você tinha propriamente em mente quando criou o seu trio?
André: Eu fui trazendo todas essas influências músicais para o meu repertório, e continuo fazendo isso. Escolhi o baixo acústico pois tenho uma grande afinidade com esse instrumento e a bateria dá a sustentação e o ritmo necessário para o show acontecer. Às vezes adiciono um gaitista ou um saxofonista a essa formação.
2112. Quais músicos ou bandas mais influenciou sua carreira?
André: Ray Charles, Chuck Berry, The Beatles, Fats Domino, Louis Armstrong, BB King, James Brown, Rolling Stones, Johnny Cash, Elton John, Eric Clapton, James Taylor, Willie Nelson, Mark Knoplfer etc
2112. Você tem algum disco de cabeceira?
André: Hmmm, muito difícil essa pergunta. Tem vários, mas vou citar um. Abbey Road é um álbum muito especial para mim.
2112. Apesar do André Youssef Trio ser relativamente novo no cenário vocês já estão compondo material próprio ou a início ficarão apenas fazendo releituras de clássicos?
André: Por enquanto não estou compondo. Mas as ideias vão sendo devidamente guardadas para serem usadas no futuro. Minha última experiência com músicas autorais foi o disco “Mojito do Bom” da banda Tritono Blues lançado em 2013, inteiramente com composições em português de nossa autoria. Vale a pena conferir.
2112. Ao contrário de outros estilos o blues não faz maiores alardes, mas é notório que o público no Brasil vem crescendo na calada da noite. O que você tem ouvido de interessante?
André: O blues demorou para aparecer aqui no Brasil. Nos anos 70 e 80 as pessoas conheciam somente as bandas de rock que tinham o blues como base, por exemplo: Doors, Led, Stones, Hendrix, Janis. Assim os nossos artistas beberam dessas fontes: Raul Seixas e Rita Lee por exemplo. Nos anos 80 começou a chegar discos de blues por aqui, foi assim que Blues Etílicos, André Christovam, Celso Blues Boy começaram as suas carreiras. Isso teve um ápice nos anos 90 com a vinda de grandes Festivais pra cá, trazendo artistas internacionais. Eu comecei a tocar blues nessa época, para ser mais preciso em 1995. Já nos anos 2000 deu uma caída. Hoje já tem uma cena mais consistente, principalmente em São Paulo, pode se ouvir blues ao vivo praticamente todos os dias da semana. E de 15 anos pra cá a quantidade de Festivais de Jazz e Blues que apareceram pelo Brasil a fora foi impressionante!! Isso é muito bom.
2112. Vejo o blues como um poderoso vírus que contamina a alma de tal maneira que passa a fazer parte do DNA de quem o ouve. É algo muito forte que não tem uma explicação plausível, não é?
André: Sem dúvida. Inexplicável...
2112. O trio tem se apresentado em importantes hotéis, bares e clubs. A reação do público varia de um local para o outro?
André: O público tem gostado muito do meu show. Mesmo quando toco em hotéis com poucas pessoas, sempre tem alguém curtindo que vem conversar conosco. Já nos bares o show é mais “quente”, as pessoas interagem mais. Nos clubes então as pessoas dançam, é muito bom! Nos teatros conseguimos fazer um show mais artístico onde as pessoas conseguem prestar atenção a todas as nuances do espetáculo. Já num Festival é o êxtase para o artista, reúne todos os ingredientes: é um show artístico, o público presta atenção, aplaude, dança, e ainda compra CD, pede autógrafo e tira foto. Para finalizar tem o evento (social ou corporativo), onde tem pessoas que nunca ouviram blues e tomam conhecimento ali e gostam. Essa oportunidade é muito importante.

2112.
Vocês pretendem lançar algum material ainda este ano como um single por exemplo?
André: Esse ano ainda estou trabalhando em cima dos vídeos em estúdio que gravei no ano passado, com 10 faixas. No ano que vem pretendo entrar novamente em estúdio, mas ainda não tenho detalhes.

2112. E quanto a sua carreira como músico em outras bandas você pretende continuar ou o seu grupo agora é prioridade?
André: As duas coisas. O meu trabalho solo é prioridade. Mas não recuso convites para tocar com outros artistas e bandas. Tenho feito alguns shows com o Nasi (IRA!) e com o Kiko Zambianchi.
2112. Qual o telefone/e-mail para contratar o show de vocês?

André: (11) 98658-0347 /
ayoussef@uol.com.br
2112. ... o microfone é seu!
André: Carlos, agradeço o contato e a oportunidade dessa entrevista.