O blog 2112 foi formado com intenção de divulgar as bandas clássicas de rock, prog, hard, jazz, punk, pop, heavy, reggae, eletrônico, country, folk, funk, blues, alternativo, ou seja o rock verdadeiro que embalou e ainda embala toda uma geração de aficcionados. Vários sons... uma só tribo!



sexta-feira, 9 de junho de 2017

Entrevista Korzus



O Korzus é um dos pilares do metal brasileiro e uma das maiores bandas de Trash Metal do mundo. Confesso que foi uma honra entrevistar o vocalista Marcelo Pompeu uma lenda do rock com o mesmo peso de vocalistas consagrados como Ozzy, Tom Araya, Dio etc. Eu acredito no rock brazuca!         

2112. A primeira vez que ouvi falar do Korzus foi através do SP Metal II que trouxe as músicas Guerreiros do Metal e Príncipe da Escuridão. Como surgiu a oportunidade de participarem desta coletânea?   

Marcelo Pompeu. O Dick foi contactado na antiga praça do rock pelo idealizador Luiz Calanca e fez o convite, nós literalmente piramos com a idéia, éramos muito jovens e vimos aquilo como mega inspirador, foi demais!

2112. Guerreiros do Metal virou um hino entre os fãs da banda e do próprio metal. Vocês tinham uma real dimensão do que essa música se transformaria quando a compuseram?   

Marcelo Pompeu. Sem dúvida não!

2112. Acho o Korzus ao Vivo (1986) um dos álbuns mais brutais da história do metal brasileiro. A gravação na minha opinião soa um pouco tosca o que o deixa bem especial se comparado aos álbuns “live” gravados hoje em dia com tanta tecnologia. Quais são as suas lembranças sobre a gravação?   

Marcelo Pompeu. Lembro do show em si pois não sabíamos que estava sendo gravado. O show foi bem legal! Na real são 2, metade no Lira Paulistana e no Sesc Fábrica Pompéia, foi duca os 2 shows, porque o Lira era demais o point do momento e Sesc é Sesc.

2112. Sendo o Korzus um dos pioneiros do metal brasileiro como você vê a cena hoje em dia? O que você destacaria como sendo interessante?     

Marcelo Pompeu. Gosto muito, tá maior, tá se renovando com grandes bandas, o que mais acho redundante é o fato da qualidade das bandas em todos sentidos serem ótimas, bem diferente dos primórdios do metal no Brasil.

2112. Mass Illusions se tornou um marco não só na carreira da banda mas do próprio metal brasileiro e que tomou o mundo de assalto. Como foi o processo de criação deste clássico? 

Marcelo Pompeu. Foi muito foda, era aquela época que você ensaiava todo dia. Foi composto em conjunto por todos os membros da banda, todos participaram, era o segundo disco nosso em inglês e a gente sabia q o disco ia pegar porque era muito brutal e estávamos inventando as palhetas invertidas que depois invadiu o mundo, fomos os primeiros a fazê-las.

2112. O que mais o influenciou você na hora de compor?

Marcelo Pompeu. No Mass Illusion? Slayer!

2112. Vocês tem uma discografia respeitada entre bangers e roqueiros em geral. Qual o disco da banda você recomendaria a uma pessoa que está começando a conhecer o universo musical do Korzus? 

Marcelo Pompeu. Começar de traz para frente pra não se assustar. Do último para o primeiro... kkkkkkkk!   Ai acho que o cidadão entendera qual é a nossa!

2112. Porque?

Marcelo Pompeu. Porque sim... acho que nossa performance de agora é muito mais coesa com o que eu penso em padrões sonoros e de produção e também porque nós que nós somos influenciados por nós mesmos
 
2112. Você ouve outros estilos além do metal? O que você houve quando está em casa?

Marcelo Pompeu. Ouço sim. Até por obrigação porque sou produtor musical também. Em casa evito ouvir música até porque ouço muitas horas por dia no estúdio. Mas meu filho Otto de 5 anos é tarado pelo Kiss. E em casa Kiss, Guns é lei, no carro minha esposa gosta muito de Type O Negative que também ouço!

2112. Em todos esses anos de luta qual momento você destacaria com sendo especial e que você vai se lembrar para sempre? 

Marcelo Pompeu. Rock In Rio!

2112. Como foi tocar no Rock In Rio? 

Marcelo Pompeu. Demais fazer parte da história, representar o metal na volta do festival no Brasil, viver aquilo com minha banda , minha esposa, foi demais, nunca irei me esquecer.

2112. Quem mais ti influenciou a ser cantor?

Marcelo Pompeu. Cai como paraquedista na profissão, eu queria ser guitarrista!

2112. Gostos de todos os álbuns da bandas mas adoro Ao Vivo e Live At Monsters Of Rock justamente por captar a energia brutal das apresentações da banda. A interação de vocês com o público é algo maravilhoso o que produz um espetáculo incrível. O que você sente quando o público reage com loucura as apresentações da banda?     

Marcelo Pompeu. Estou fazendo meu trabalho bem, que estou dando 100%, estou valorizando o valor do ingresso, que estou feliz da vida e que não quero que acabe.

2112. Com tantos álbuns lançados o que vocês mais levam em conta na hora de montar a set list dos shows? A opinião dos fãs pesa neste momento? 

Marcelo Pompeu. Colocamos as músicas que achamos que a galera pira, com certeza o público é quem manda nisso, não somos muito de tocar os lados b. Aliás nunca pensamos nisso e em 90 min de show você tem que escolher bem para o show ser intenso.

2112. Qual música que nunca pode faltar nos shows senão o público reclama?

Marcelo Pompeu. Hoje acredito que seja Correria!

2112. Assisti um clipe do grupo white metal Cerymonia com sua participação. Como aconteceu de você ser convidado a participar?

Marcelo Pompeu. Eu junto com o Heros produzimos o cd e na hora de gravar o vocal da Maluko pedi ao Danilo para fazer mais agressivo e com uma pegada mais thrash o refrão da música, já q não é muito a praia dele, acabei eu mesmo gravando. O clip foi consequência em participar.

2112. O Blog está numa campanha aberta em defesa do rock nacional... Fico puto quando ouço alguém dizer que o nosso rock é inferior ao produzido pelos gringos. Qual a sua opinião a este respeito e o que você diria a quem pensa assim?

Marcelo Pompeu. Alguns são e você tem razão, mas, outros não e comparado com um mísero gringo chega a ser comédia!
 
2112. Você é contra ou a favor da distribuição de música gratuita na internet?

Marcelo Pompeu. Sou a favor das adaptações que surgem na indústria da música. Se hoje é forma é essa, tô dentro e se vir outros formatos no futuro e eu ainda estiver na ativa é provável fazer também e me adaptar.

2112. Ano que vem a banda comemora trinta e cinco anos de carreira. O que nós fãs da banda podemos esperar? Vem álbum novo por aí? Dá para adiantar alguma coisa?

Marcelo Pompeu. Ano festivo pro Korzus, provável de serem feitas ações em relação a isso, e novo disco tbm!

2112. Por último quero agradecer a oportunidade de poder estar entrevistando um dos meus ídolos. Boa sorte pra vocês e que a banda dure ainda por um bom tempo para nos presentear com outros clássicos!  

Marcelo Pompeu. Quero agradecer em nome do Korzus pelo espaço cedido e muito metal na veia rape!!!

Integrantes

Atuais

 

Marcello Pompeu - vocal (1983-hoje)
Dick Siebert - baixo (1983-hoje)
Rodrigo Oliveira - bateria (1997-hoje)
Heros Trench - guitarra (1998-hoje)
Antonio Araújo - guitarra (2008-hoje)

 

Antigos


Maurício Brian - bateria (1983-1986)
Paulo Alves - bateria (1986-1987)
Zema Paes - bateria(1987-1988)
Roberto Sileci - bateria (1988-1993)
Ricardo Confessori - bateria (1993)
Fernando Schaefer - bateria (1993-1997)
Silvio Golfetti - guitarra (1983-2008)
Eduardo Toperman - guitarra (1983-1987)
Marcello Nicastro - guitarra (1988-1993)
Soldado - guitarra (1994-1998)

 

Discografia

 

Estúdio

 

 

Ao vivo


 

Coletâneas



Obs.: As informações sobre os integrantes e a discografia foram retiradas do Wikipédia.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Entrevista Banda Kapitu



Infelizmente durante muitos e muitos anos o eixo Rio/São Paulo foi o vício da mídia quando se falava em rock no Brasil. Mas aos poucos estados como Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco, Minas Gerais, Goiás deram seu grito de independência... e mesmo cidades como Brasília, Niterói, Espírito Santo mostraram também que o país é rico em rock’n’roll. Leia a entrevista e confirme o que estou dizendo...

2112. Essa pergunta é de praxe: Como surgiu a banda?

Kapitu: A Kapitu surgiu em 2008 por uma reunião de 4 amigos de escola. Eu (Yuri), Irlan e Jahba estudamos juntos na infância e sempre tivemos afinidades musicais e o interesse de ter uma banda . Anos mais tarde concretizamos esse desejo e convidamos o Rafael pra entrar nessa conosco. Assim surgimos como Kapitu.

2112. E o nome Kapitu tem algum significado?

Kapitu: Sim. Nós nos inspiramos no personagem de Machado de Assis para traduzir o que passamos em nossas letras e músicas. Falamos de pressa por viver, sexualidade e transgressão em diversos pontos, e achamos que esse nome representa muito disso tudo.

2112. Pouco ou nada se fala sobre a cena musical de Niterói. Enfim, como é musicalmente Niterói? Que bandas vocês destacariam como interessantes?  

Kapitu: Niterói é de uma riqueza musical e cultural imensa, e talvez seja um dos maiores celeiros de músicos do País. A cidade tem artistas de diversos gêneros musicais produzindo muito conteúdo autoral e de grande qualidade! Podemos destacar Facção Capira, Gragoatá, Overdrive Saravá, Oriente, Bow Bow Cogumelo, Kapitu, etc! Existe muito a ser escutado por aqui.

2112. Vocês tem espaços bacanas e apoio para tocar?

Kapitu: A vida de uma banda independente é pautada por grandes desafios, e conseguir espaços para tocar talvez seja o maior deles. Nós já temos uma boa estrada e um trabalho consistente na bagagem que nos abriu muitas portas por aí, mas é sempre difícil para artistas que estão começando com um trabalho autoral.
Muito pode e deve ser melhorado em relação aos espaços e oportunidades para o novo.
Nós já tocamos em muitos lugares importantíssimos para a música brasileira como o Circo Voador (RJ), Imperator (RJ), Fundição Progresso (RJ), Teatro Municipal (Niterói), Acrópole (Uberlândia) e etc, mas também adoramos tocar em lugares menores onde a troca de energia com o público é super intensa!  

2112. Quais são as influências de vocês?

Kapitu: Led Zeppelin, ACDC, Black Keys, Arctic Monkeys, Belchior, Lenine, etc. São muitas referências diferentes, e procuramos estar sempre escutando o que sai de novo!

2112. Para muitas bandas o estúdio é um verdadeiro desafio na hora de gravar... E para vocês como foi a experiência? Como vocês escolhem o material a ser gravado?

Kapitu: Nós costumamos nos preparar bastante antes de gravar pra valer. Nosso baterista tem um estúdio em casa onde trabalhamos muito em arranjos e composições até que gravamos uma pré e chegamos a um primeiro resultado. A partir daí ouvimos bastante esse material e testamos algumas coisas ao vivo.
Quando acontece a gravação oficial já estamos totalmente preparados e com todos os detalhes das músicas prontos, o que torna a experiência no estúdio mais rápida e precisa.
Normalmente escolhemos as canções que mais gostamos para gravar, e as quais acreditamos ter um maior potencial de transformação.
               
2112. Vocês costumam testar esse material antes nos shows para testar?  

Kapitu: Normalmente sim, mas algumas coisas não. Agora para 2017 gravamos um novo single que vai ser lançado em breve e nunca o tocamos ao vivo antes de irmos pro estúdio gravar. Com esse, preferimos fazer dessa forma. No ”Vermelho” testamos bastante coisa ao vivo, mas algumas se mantiveram em segredo.

2112. Vocês levaram cinco anos para gravarem Utopia. Havia muita ansiedade por parte da banda para gravar?    

Kapitu: Na verdade nós gravamos o “Utopia” entre 2009 e 2010, logo nos dois primeiros anos de banda. Nós só lançamos em 2013 por questão de organização e alguns obstáculos que prorrogaram esse lançamento. 
Nosso contato com gravação começou cedo, pois logo em 2008 gravamos um álbum demo que nunca saiu! hehe
2112. Olhando hoje o cd o que saiu certo e quais os erros que vocês não repetiriam?

Kapitu: Cada álbum marca uma fase da banda. Achamos que os dois traduzem com honestidade o que vivíamos em cada momento e não mudaríamos nada esteticamente! É legal ver que assim como nós, a nossa arte também amadurece e acompanha nossos aprendizados ao longo da estrada.

2112. Fale um pouco sobre as músicas Não Deixe Amanhecer e Pra Nunca Te Deixar que obtiveram grande repercussão nas mídias sociais.

Kapitu: São duas músicas bem antigas no nosso catálogo. As duas já estavam presentes no nosso repertório desde 2009, mas “Pra Nunca Te Deixar” acabou ficando de fora do “Utopia”. Repensamos o arranjo e ela se tornou a faixa de abertura do “Vermelho”! Hoje são canções indispensáveis em todas as nossas apresentações e são sempre muito bem recebidas pelo público. Temos enorme carinho por elas!
 
2112. Vermelho, o segundo vocês experimentaram um pouco mais que no primeiro cd. Como foi essa experiência? Em que ela se difere do Utopia?    

Kapitu: Foi uma coisa bem natural, pois o intervalo de produção do “Utopia” pro “Vermelho” foi de quase 5 anos! Nesse tempo nós viajamos bastante, conhecemos muita coisa e gente nova, ampliamos nossa percepção de mundo e incorporamos novas referências, e tudo isso pode ser visto nas canções mais recentes.
Deixamos as músicas nos levar por seus próprios caminhos e com isso fomos experimentando novos instrumentos e climas para o “Vermelho”, e deu no deu!

2112. Todos compõem na banda?   

Kapitu: Normalmente as composições partem do Yuri Corbal e do Benito Corbal, que é o nosso letrista! O trabalho de arranjo é feito em coletivo!

2112. Vi no instagram de vocês a comemoração de 30.000 seguidores. Como é a relação entre a Kapitu e os fãs?   

Kapitu: Procuramos manter a relação mais próxima possível. Nós recebemos mensagens de pessoas de todos os cantos do país e procurar tratar todos com total atenção e carinho. Nossos fãs são a nossa força propulsora! 

2112. Na opinião de vocês mudanças numa banda são favoráveis ou devem escolher um segmento, acreditar no trabalho e correr atrás?

Kapitu: Achamos que o mais importante é se fazer algo com o coração e que você realmente acredite. É claro que estar antenado e entender como o mercado funciona é vital para a carreira de qualquer artista, mas a verdade por trás da arte é que se tem de mais valioso na obra de qualquer pessoa.

2112. Vocês são contra ou a favor da distribuição gratuita de músicas na net?

Kapitu: Nós temos que entender e acompanhar o mercado em que trabalhamos, e em determinado momento achamos que era necessário disponibilizar nossos discos gratuitamente na internet! Hoje as plataformas de streaming estão conseguindo monetizar de alguma forma, e já é um novo começo para se ganhar dinheiro com as músicas além dos shows. Seguimos acompanhando!

2112. Em meio ao caos político e social que estamos vivendo o que vocês diriam aos que pensam em fundar uma banda? É fácil se manter no meio?

Kapitu: Fundem! A vida de um artista independente não é não fácil, mas esse caos é um terreno fértil para criação musical e a arte é um dos principais transformadores sociais! Sigamos em frente, sempre!

2112. Algum recado?

Kapitu: Em breve nós lançaremos um single novo onde abordamos totalmente e diretamente o contexto social em que estamos vivendo. Fiquem ligados em nossas redes sociais e sigam-nos por lá!
 
Kapitu

(21) 99001-6222 - Yuri Corbal

(21) 98720-4173 - Rafael Marcolino

www.kapitu.com.br
www.facebook.com/kapituoficial