quarta-feira, 24 de julho de 2019

Entrevista Hammätrio


A Hammätrio é a típica banda que se tivesse nascido em outro país já teria lançado vários cds, já teria realizado diversas turnês com teatros lotados e tudo isso com o respaldo do público e da crítica. Portanto, saia um pouco do seu mundinho sonoro e ouça o som dessa grande banda. É música com "M" maiúsculo.

2112. O cenário tem se mostrado bem mais maduro em relação a música instrumental que nos últimos anos visto o crescente número de bandas oriunda de todos os cantos do país. Qual a visão de vocês em relação a isso?

Alberto Sabella. Sim, a música instrumental brasileira sempre foi muito respeitada e admirada fora daqui, agora com a facilidade de informação e divulgação pela internet pessoas aqui no Brasil que não tinham acesso a esse tipo de música estão descobrindo-a, e com isso criando um público cada dia maior.

2112. Outros pontos relevantes é a quantidade de festivais dedicados a música instrumental, shows solos muita das vezes "sold out" e lançamentos incríveis que tem aberto muitas portas para shows no exterior. Isso é um grande avanço, não?

Alberto. Concordo, excelentes bandas e músicos sempre tivemos aqui, o que falta mesmo é uma maior visibilidade para os grupos instrumentais. Shows, projetos que apoiam essa vertente estão crescendo, assim como o público interessado.

2112. Na minha opinião sempre existiu um público ávido, interessado por esse tipo de música... o que sempre faltou foi uma mídia direcionada a esse tipo de público, certo?

Alberto. Vejo ainda um pequeno público comparado a outros estilos de música popular. Mas as pessoas estão se cansando de formatos pré estabelecidos, procurando conteúdos mais profundos nas artes em geral. Isso cria um novo mercado, fazendo novos produtores de conteúdo se interessarem por estilos menos populares.

2112. O Hammätrio surgiu a partir das múltiplas influências de cada um dos seus integrantes. Como é trabalhar todas essas sonoridades sem cair em fórmulas já pré estabelecidas?  

Alberto. Tem sido algo muito natural, não paramos e falamos “vamos fazer um jazz, ou um samba etc” apenas vamos lapidando as músicas e vemos o que ela se torna.

2112. Particularmente acho um saco esse lance de rótulos tipo jazz isso, rock aquilo... mas como vocês definem o som do Hammätrio? 

Alberto. Ainda não pensamos nisso. Temos muitos elementos para nós definir em um estilo só. Vamos deixar esse trabalho de “rotular” para quem for ouvir nossas músicas.

2112. Rotular uma banda ou uma música restringe o seu espaço a um determinado tipo de público. Mas no fundo acaba sendo um mal necessário, não é? 

Alberto. Não concordo, acho que o rótulo é prejudicial para a banda e restringe o alcance com o público. Mas infelizmente as pessoas sempre fazem isso.

2112. Como funciona o processo de composição entre vocês? Todos compõem?

Alberto. Sim, mesmo q cada um venha com uma ideia, a música final é resultado da interação de todos.

2112. Vocês estão em estúdio gravando o primeiro álbum da banda. Ele trará apenas material autoral ou vocês pretendem incluir alguma releitura?

Alberto. Talvez só a releitura de “No quarter” do Led Zeppelin mesmo. Que chamamos de “No quarto do Led”.
2112. Como é transpor para dentro do estúdio toda a liberdade dos shows com suas improvisações, solos e a participação do público?

Alberto. É um processo mais contido em estúdio, tudo é pensado para a gravação mas a energia básica do ao vivo estará presente, várias partes do disco serão gravadas assim.

2112. Teremos participações especiais?

Alberto. Sim, provavelmente em algumas das músicas. Estamos deixando espaços para serem preenchidos por convidados.

2112. O álbum terá lançamento apenas nas plataformas digitais ou vocês também pretendem editá-lo em vinil e cd?

Lucas Rocha. De início apenas nas plataformas digitais, mas futuramente a ideia é fazer o disco físico em vinil.

2112. O lançamento será bancado pela própria banda ou vocês pretendem fechar com algum selo? 

Lucas. Temos algumas parcerias mas isso ainda não está definido, de qualquer maneira será lançado.

2112. Haverá algum single antecedendo o álbum? Dá para adiantar alguma coisa nesse sentido? 

Lucas. Sim, temos 3 músicas que estão na lista para o single, mas ainda não sabemos qual delas será a primeira a ser lançada.

2112. Quem está produzindo os trabalhos em estúdio? Vocês mesmo fizeram os arranjos?

Alberto. Tudo está sendo feito por nós mesmo, arranjos e gravações.

2112. O álbum já tem nome? 

Guilherme Pala. Por enquanto estamos focados nas músicas que entrarão no álbum, então ainda não escolhemos o nome.

2112. O vídeo de Night In Tunísia ficou maravilhoso... mas eu quero tirar uma dúvida: É impressão minha ou a versão de vocês ficou mais pesada que a original?

Guilherme. Buscamos sempre trabalhar as músicas do nosso jeito, sem dúvida ficou mais pesada e além de gostarmos de criar versões acaba sendo natural também devido a nossa formação de Hammond trio.

2112. Outro destaque é o arranjo "jazzing" para No Quarter do Led Zeppelin. A música ganhou novos contornos dando a ela uma nova dimensão musical. John Paul Jones com certeza ficaria orgulhoso de ouvi-la...

Guilherme. Gosto de pensar que ele ficaria mesmo, espero que um dia possa escutar, a ideia dessa versão veio a princípio do Alberto e então todos acrescentamos nossas loucuras.

2112. Na questão das releituras o que mais pesa na hora da escolha? Vocês seguem a risca os arranjos originais ou sempre inclue a marca Hammätrio em cada uma delas? Como é que vocês trabalham essa questão? 

Guilherme. Sempre incluímos nossa marca, gostamos de soar original ou pelo menos tentar, gostamos de aprender a melodia e harmonia original e então vamos transformando tudo até ficar natural pra nós.

2112. Segundo informações incluídas no release da banda vocês pretendem lançar o álbum ainda este ano. Vocês já tem uma data prevista?

Guilherme. Ainda não temos data prevista, mas acredito que no final do ano.

2112. Haverá uma tour para divulgar o lançamento do álbum? Qual o telefone/e-mail para quem quiser contratar a banda? 

Guilherme. Não temos nada marcado mas estamos trabalhando nisso, assim que fixarmos algo estaremos divulgando. Nosso e-mail é hammatrio@gmail.com, telefone contato: Guilherme Pala (17) 997450154
Lucas Rocha (17) 996786416

2112. ... o microfone é de vocês!

Guilherme. Gostaria de agradecer em nome de todos por essa oportunidade e de dizer que ficamos felizes de ver como a música instrumental está ganhando espaço no Brasil e se popularizando novamente no mundo, esperamos contribuir com essa cena! E viva o Hammond! 

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Entrevista Kim Kehl & Ricardo "Índio" Cardoso


 A Lírio de Vidro embora tenha durado pouco é digna de figurar ao lado das também lendárias Made In Brazil, Tutti Frutti, Patrulha do Espaço, A Chave, O Peso etc. Com fortes influências do blues, do hard, do fusion... gerou uma música a frente do seu tempo. Quem já ouviu seu único trabalho sabe do que estou dizendo. Um clássico atemporal.

2112. Primeiramente me responde uma coisa: Como uma preciosidade dessa ficou tanto tempo guardada? Cara, que trabalho foda!

Kim Kehl.
Recolhi a pilha de fitas quando fechei o estúdio da banda, em 1979, e elas ficaram na prateleira até 2001, por aí, quando o amigo e produtor Marcelo Fontanesi me disse que o pessoal da loja Medusa Records, na Galeria do Rock, tinham conhecimento delas e queriam ouvir o material, considerando um lançamento.

Ricardo "Índio" Cardoso. Essa gravação ficou bastante tempo guardada pois o Kim e eu, fundadores do Lírio de Vidro, estávamos já na segunda formação da banda, com a saída do baixista e da outra guitarra quando o Oswaldo Vecchione soube disso e convidou o Kim e eu para mais uma formação no Made in Brazil.

2112. A Medusa Records merece um prêmio por resgatar esse material histórico. E então, como surgiu o contato entre vocês para este projeto? Eles já conheciam o material? 

Kim. Como frequentador da Galeria, conhecia a Medusa Records, fui ao encontro do Ray e do Roger, os sócios da loja e selo na época. Marcamos uma reunião para ouvir o material. Não sei como tinham conhecimento disso. Como não tinha mais um gravador de rolo operacional, agendamos uma audição no estúdio do engenheiro Renato Coppoli, entre outros méritos, um especialista em restauração de áudio. Eu conhecia bem o conteúdo das fitas, então fui selecionando os takes e versões.

Ricardo. Essa parte do contato com a Medusa Records foi total obra do Kim. Ele é quem tinha os “conhecidos” da gravadora e, pelo que sei, o único “tratamento” nas gravações, foi feito na parte da voz.

2112. As músicas tiveram algum tipo tratamento de estúdio ou foi lançada do jeito que foram gravadas?

Kim.
Os takes foram gravados ao vivo, sem overdubs, nos ensaios, e praticamente alguns minutos após serem compostas e arranjadas. Houve uma restauração para limpar alguns ruídos, mas o que se ouve está praticamente inalterado. Admito que regravei as vozes, que estavam inaudíveis, mas respeitando o timbre dos originais.

Ricardo. Pra mim, foi uma grata surpresa, após alguns anos, o Kim me ligar e dizer: “Índião, acabei de terminar o CD do Lírio”. Repito que tomei um susto agradável, pois tínhamos gravado, num gravador de rolo, emprestado de uma namorada minha da época, precariamente no “estúdio” que havíamos montado na casa da avó do Kim, a Dona Margarida, e o Kim vem me anunciar que tínhamos um CD. Coloquei estúdio entre aspas, pois o Kim e eu transformamos uma edícola nos fundos da casa da avó dele, num verdadeiro “point” de rock, em São Paulo, por onde muita gente que está na ativa hoje, passava por lá.
2112. O cd tem ao todo dezenove faixas. O material gravado está todo aqui ou ficou alguma coisa de fora?

Kim.
Esses são os melhores takes, ficaram de fora versões interrompidas, e algumas jams sem um formato definido... Das músicas gravadas com nossa 2° formação infelizmente sobrou pouca coisa, as fitas estavam muito estragadas. O CD privilegia nossa 1° fase, quando ensaiávamos muito e tocávamos pouco. A segunda formação tocava mais e quase não ensaiava.

2112. E como foi retrabalhar o material após todos esses anos?

Kim.  Interessante sim, sem dúvida, mas traz de volta muitas lembranças, nem todas boas... é preciso superar as emoções rsrs.

2112. As músicas foram realizadas no melhor espírito do rock’n’roll: gravador ligado, instrumentos plugados e tudo sendo registrado ao vivo. Fale um pouco mais sobre essas gravações? 

Kim.
Apenas posicionávamos um microfone estéreo TEAC na sala, em relação à banda e mandávamos ver daí ouvíamos para decidir se guardaríamos o take ou não.

Ricardo. A acústica do lugar, apesar de, pelo menos eu, não manjar, na época, porra nenhuma de acústica, ficou fantástica, devido também a colação de caixas de ovos que colocamos na sala toda.
2112. Na faixa Blues temos a participação do mestre André Christovam. Ele chegou a fazer parte da banda? 

Kim.
O André veio nos visitar e foi uma grande honra recebe-lo, pois ele já era um músico prestigioso, respeitado. Eu o convenci a tocar um Blues com a gente, e foi aquela aula. Antes de lançar o CD, mostrei pra ele e pedi permissão, que ele concedeu, surpreso e emocionado após ouvir.O André me influenciou bastante.

Ricardo. O André Christovam era um dos frequentadores do “point”, junto com o pessoal da Patrulha do Espaço (Rolando Junior, Dudu Chermont e Coquinho), o Paulo Zimmermann e o Nelson, que viriam a montar Golpe de Estado, com o Catalau nos vocais, com quem tive minha primeira banda, (Áscua) e ter tido a honra de tocar ao lado de Lanny Gordon, ex guitarrista da Gal Costa, num show no Colégio Sion, em Higienópolis.

2112. O fato me lembrou o bootleg Studio Jams com gravações reunindo Eric Clapton e Duane Allman. Dois grandes mestres assim como vocês. Você se lembra dessa gravação? 

Kim. Obviamente conheço esse material. Trata se de divindades.

2112. Cara, como o trabalho da banda soa atual. O instrumental é super coeso com destaque especial para os riffs cortantes de guitarra e uma bateria pesada e crua. Um grande achado!

Kim. Obrigado. Eu e o Ricardo Índio tínhamos um bom entrosamento, e tocamos bastante juntos. Tivemos a chance de tocar juntos novamente nos anos 92/94, quando fizemos parte da banda Abrão e Os Lincolns e gravamos juntos um EP e um álbum ao vivo, além de uma boa tour. Vale à pena pesquisar e ouvir.

Ricardo. A batera que eu tinha na época, era uma Gope, com peles Remo, caixa Ludwig, pratos e chimbal Zildjan, o que fazia com que ela produzisse um puta som. Aliás, um batera com que eu dividi muitos palcos e era uma grande referência para mim, o Rolando Junior, que para nós era “apenas” o Junior, algumas vezes elogiava muito a sonoridade do meu “caco véio”, sendo que ele tinha uma puta Ludwig, com dois bumbos, seis tons e o caraio.

2112. O som de vocês trazia elementos do blues, do hard, do prog, do fusion... o que resultava num trabalho incrivelmente novo para a época. Qual era a reação das pessoas?

Kim.
Tudo soava novo naquele breve momento e o público era mais muito receptivo e generoso naquela época. Realmente o repertório do Lírio reflete tudo o que ouvíamos.

2112. Vocês participaram de shows históricos como o realizado no Teatro Pixinguinha e o Festival Rock & Jeans produzido pelo Osvaldo/Carline e que rodou por vários estado do Brazil. Foram tempos mágicos, não? 

Kim.
É verdade, mas éramos muito jovens, e foi tudo muito rápido. Olhando pra trás, vemos o milagre que fazíamos com tão pouco. Enfim, fomos felizes, mas tivemos muito problemas também.

Ricardo. Lembrar, pra mim, de shows no Teatro Pixinguinha, o Festival Rock & Jeans, principalmente o realizado no Play Center, é como lembrar que eu era o cara mais feliz do mundo, só que eu sabia, tinha plena consciência disso. Estava com a banda que eu amava, com as pessoas que eu amava, fazendo o que eu amava e, simplesmente, na idade de 18 anos ou quase, amava o Play Center. Era demais!

2112. O Lírio de Vidro durou apenas dois anos tempo suficiente para escrever o seu nome na história do rock brazuca. Como você explica toda essa veneração em torno do nome da banda?

Kim.
Não sei como explicar, e realmente isso sempre me surpreende mas fico contente com a alegria das pessoas em curtir esse trabalho.

Ricardo. Acho que as pessoas ainda falam do Lírio de Vidro, pois quem ouviu, principalmente quem ouviu ao vivo, sentia mais ou menos a mesma coisa que eu que tocava. Quando eu ouvia o que nós estávamos tocando, sentia arrepiado, livre, poderoso e orgulhoso. Fiz parte de uma grande banda, e apesar de ser um dos dois fundadores do Lírio, acredito que o grande responsável pelo bom som que fizemos, é meu querido irmão Kim Kehl. Compositor da enorme maioria das músicas do Lírio, excelente guitarrista canhoto e o cara que “batizou” o Lírio, desde a primeira vez que ele sugeriu o nome da banda, eu me apaixonei, vesti a camisa, e a uso, até hoje, com muito orgulho.

2112. O que mais pesou na decisão de encerrar carreira?

Kim.
É preciso explicar: durante 1 ano éramos uma banda tocando na edícula em cima da garagem, na casa da minha avó. Um dia cheguei no ensaio e tinha 2 pessoas, depois 10 pessoas, e de repente havia 100 pessoas que eu nem conhecia pela casa, motos, garrafas e fumaça, uma loucura que fugiu totalmente de controle. Éramos jovens e "perdemos a mão", e isso teve consequências pessoais por muito tempo. Por outro lado, abriu a porta para a chance de me profissionalizar.

Ricardo Índio. Nunca houve a decisão de encerrar a carreira. Os fatos é que nos levaram a seguir outras trilhas.

2112. Vocês nunca pensaram em retornar como fez A Pedra recentemente para matar as saudades e mesmo dar uma chance para quem nunca os viu em ação? 

Kim.
Não tem como comparar as situações. Éramos apenas uns adolescentes muito loucos tocando a tarde toda e tentando escrever algumas músicas e fazer uma banda. O Pedra, da qual sou fã, é uma banda de alto nível profissional e com planejamento excelente.

Ricardo. Sempre brinco e falo pro Kim, que se ele resolver remontar o Lírio, basta me chamar. Como falei, sou um apaixonado pela banda.

2112. ... ou quem sabe gravar um novo cd num estúdio profissional. Vocês são maravilhosos e mereciam uma nova oportunidade.

Kim.
Acho que fizemos tudo o que foi possível nas 2 formações do Lírio de Vidro. Meu trabalho seguiu adiante com a criação de bandas como o Mixto Quente e até chegar aos Kurandeiros, no início dos anos 90. Para mim é uma linha contínua, e fui sempre lutando para me aprimorar, chegar sempre mais perto da música que eu quero realmente fazer. Sem contar todos os trabalhos que tive a honra de ser convidado à colaborar nos últimos 40 anos.
2112. Além do Ricardo você mantém contato com os outros ex-integrantes?

Kim.
Sim, sou amigo do Índio e do Lando Neto, o Netão baixista da 2° formação, mas não nos encontramos muito. O Raul 'Zika' e o Luis 'Frajola' Marcello, guitarrista e baixista da 1° formação e que abandonaram a banda, estão mais distantes. O Paulo 'Paulinho Pirata' de Moraes, que foi muito importante na nossa 2° fase, e um grande companheiro de banda, infelizmente faleceu já há uns 10 anos.

2112. Com o cd na mão você sente que a missão está cumprida?

Kim.
Acho que sim. Não há mais o que possamos fazer... mas repetindo, sempre fico surpreso e feliz de sentir o quanto ficamos no coração dos roqueiros... é uma coisa mágica mesmo.

2112. Não preciso dizer o quanto fã do seu trabalho e...  o microfone é seu!

Kim. Quero agradecer a você Carlos, pelo interesse carinhoso e pelo enorme e generoso espaço que você abre ao nosso trabalho e ao de todos. O CD do Lírio de Vidro pode ser ouvido em streaming grátis nas plataformas Spotify, Deezer ou pelo Youtube, está postado pela Curumim Records e em breve virá uma nova campanha do selo para divulgá-lo. O álbum físico está esgotado, mas pode ser adquirido ainda entre colecionadores. Dizem que vendeu muito bem na Itália. Quero lembrar ainda que estamos na ativa com Os Kurandeiros, banda que é meu destino final e que inclui no repertório músicas e histórias de todos os trabalhos dos quais fiz parte. Tem Lírio de Vidro, Mixto Quente, muitas versões e covers, e pretendemos lançar material novo sim, afinal aqui, o Rock and Roll não para. Beijos e abraços à todos!


Lírio de Vidro

01. Rock’n”Roll Lili (4:10)
02. Vampiro (4:56)
03. Tudo isso e muito mais (4:07)
04. Mar Metálico (4:310
05. Lírio de Vidro (4:54)
06. Povo (4:43)
07. Rainha do Som (4:43)
08. Longe demais (5:00)
09. Vem comigo (3:28)
10. Osso Duro (5:06)
11. Rock sem Cabeça (1:31)
12. Cigana (5:15)
13. Tira a Mão (6:47)
14. Blues (6:13)
15. Abertura (2:05)
16. O Pirata (1:43)
17. Até o Fim (2:37)
18. Mecanus (2:57)
19. Caindo Fora (2:05)

Selo: Medusa Records
Ano de lançamento: 2004
Gravações originais produzidas por Kim Kehl
Restaurado em Pro-Tools por Renato Coppoll em 2003
Produtor Executivo: Raymundo Raine
Capa: Patrícia Baccarelli
Fotolito: Z3 Design
Fotos: Angelo Pastorello, Grace Lagôa e arquivo

Lírio de Vidro

Kim Kehl: Guitarra e vocal
Ricardo “Índio” Cardoso: Bateria
Raul “Zica” Müller: Guitarra
Luiz “Frajola” Marcelo: Baixo
Paulinho “Pirata”: Guitarra (15, 16, 17, 18 e 19)
Neto: Baixo (15, 16, 17, 18 e 19)
André Christovam: Guitarra solo (14)

Agradecimento

A idéia dessa entrevista surgiu depois da audição ainda em MP3 do cd da banda. Fiquei impressionado com o som foda que saia dos meus fones de ouvido e olha que não estava no volume máximo. Fiquei imaginando o massacre sonoro que não deveria ser o show desses caras... Conversei com o Kim sobre a possibilidade de fazermos uma entrevista sobre a banda que não só topou como colocou o Ricardo “Índio” Cardoso no projeto. E assim fechamos a idéia... Logo de posse do material perguntei ao Kim sobre o envio de fotos da banda que me respondeu o seguinte: “Estou te enviando uma coleção de fotos bastante abrangente, quase tudo que tenho, mas as de melhor qualidade possível. Alguns escaneamentos são antigos, os formatos podem variar. Esse material ficará bem sob a sua guarda. Tenho certeza, pelo seu carinho de fã, pelo qual quero mais uma vez agradecer. Abraço.” Confesso que fiquei emocionado dele confiar a mim tão rico e raro material. Só posso dizer muitíssimo obrigado pois poucos fãs tiveram um presente como esse: a amizade e a confiança do seu ídolo.



Próxima entrevista: Hammätrio dia 24